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Linux: como a comunidade e os analistas encaram as alianças com a Microsoft

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Escrito por Julio Lobo   
21-Jun-2007
Índice de Artigos
Linux: como a comunidade e os analistas encaram as alianças com a Microsoft
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Linux
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Acordos de empresas como Novell, Linspire e Xandros com MS decepcionam entusiastas do software livre, mas abrem portas a empresas.

 As parcerias fechadas recentemente pela Microsoft com distribuidores de soluções de código aberto como Linspire e Xandros, depois daquela firmada com a Novell no ano passado, representaram mais um golpe para a comunidade de software livre.

Isso porque, conforme era previsto diante do primeiro acordo, as fronteiras ideológicas que tradicionalmente afastavam as duas tecnologias estão se estreitando, o que, para os apaixonados pelo código aberto, não pode ser visto com bons olhos. Seria como “se render ao inimigo”, conforme apontaram diversos comentários publicados em blogs desde que as novas parcerias foram firmadas.

Mas, se por um lado a aproximação decepciona aqueles que jamais imaginavam que companhias com perfis e missões tão diferentes se aproximariam de forma tênue, por outro, essas mesmas empresas e seus clientes corporativos não poderiam viver um momento tão favorável na avaliação de analistas. Seriam as oportunidades predominando sobre a paixão.

De acordo com Laura DiDio, analista sênior e líder de pesquisa do Yankee Group, para as companhias que fecharam acordo até o momento, não há nada a perder. Aliás, muito pelo contrário. Esse tipo de aproximação, segundo ela, faz com que as soluções abertas, que muitas vezes recebiam cara feita de grandes clientes corporativos por não apresentarem níveis desejáveis de suporte, passem a ser mais aceitáveis e mesmo atraentes.

“CEOs, CIOs e CTOs tendem a basear suas decisões de investimento sobre aquilo que é mais competitivo e que tende a custar menos para a empresa. E isso não significa apenas gastos com licenças, mas o custo total de propriedade (TCO) em si e também o trabalho que será demandado para integrar com suas soluções existentes. Quando mais uma solução conversar com sistemas já implantados da Microsoft, Apple ou mesmo Linux, mais competitiva ela tende a ser”, assinala.

No acordo com a Novell, a Microsoft se comprometeu a pagar milhares de dólares em taxas de licenciamento, além de arcar com os custos de vendas e marketing pelos próximos cinco anos, o que inclui 240 milhões de dólares para os certificados de assinatura do Suse Linux Enterprise. Por sua vez, a Novell se comprometeu a pagar à gigante de software uma porcentagem da receita gerada com a venda dos produtos de código aberto. As duas companhias afirmam que o acordo vai ajudar a estimular a adoção de Linux no mercado corporativo ao promover a interoperabilidade entre as duas plataformas.



 
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